Raif Musa Aziz

 

(Prof. Dr.)

Linha de Pesquisa: Eletrofisiologia dos mecanismos de transporte envolvidos na secreção de amônia (NH3/NH4+) no ducto coletor renal

Resumo: Tecidos em todo o corpo geram amônia (NH3/NH4+) como resultado da degradação de proteínas. Esta amônia entra na circulação e viaja para o fígado que converte amônia em compostos nitrogenados menos tóxicos, ureia e glutamina, que, então, entram na circulação e viajam para os rins. No rim, a ureia contribui para manter um interstício medular altamente concentrado — importante para os mecanismos de concentração urinária — e a glutamina é usada pelas células do túbulo proximal para regenerar amônia em um processo metabólico que resulta na geração equimolar de HCO3 novo  importante para manter equilíbrio ácido-base. Nos rins, ao longo das estruturas tubulares e vasos retos, o transporte de ureia e amônia através de mecanismos de transporte específicos está relacionado com a produção e manutenção de um interstício medular hiperosmótico, fundamental para a reabsorção e conservação da água do organismo e para que a ureia e amônia (como compostos nitrogenados) sejam excretados dentro de um volume mínimo de água. No entanto, há um debate sobre se esses mecanismos de transporte também são importantes para facilitar, no rim, o transporte de H2O e NH3 (gás dissolvido). Assim, nosso laboratório explorar as permeabilidadea à ureia, H2O e NH3 através de proteínas específicas: canais para água aquaporinas (AQPs 3, 7, 8 e 9), proteínas glicosiladas RhAG, RhBG e RhCG e os transportadores de ureia UTs (proteínas expressas primariamente em células de tecidos envolvidos com o transporte de ureia ou amônia, como eritrócitos, células epiteliais renais e hepatócitos). Estas proteínas são expressas em oócitos de Lithobates, um sistema de expressão heteróloga padronizado em nosso laboratório. Além das técnicas de biologia molecular utilizadas no laboratório, avaliamos a captação de ureia usando ureia marcada com Carbono14, a permeabilidade osmótica à água através de microscopia de vídeo-imagem do aumento do volume de oócitos expostos à uma solução hipotônica e a permeabilidade à NH3 através da técnica de medidas do pH de superfície (pHS) que utiliza um microeletrodo de vidro com ponta romba, sensível a H+, para medir as variações no pHS causadas pelo influxo resultante de NH3. Nossa hipótese é que essas proteínas, sendo permeáveis à ureia, água e NH3, são um importante elo para integrar a excreção de resíduos nitrogenados, água e ácido. O conhecimento de mecanismos de transporte envolvidos na excreção de água e ácido (amônia) pelos rins permitem um melhor entendimento da fisiologia e dos distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base do organismo.

Fone: 3091-7281 – Sala: 230

Laboratório de Fisiologia do Transporte Epitelial

Email: raifaziz@icb.usp.br

Currículo Lattes